domingo, 29 de junho de 2014



UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ – UFC
ESPECIALIZAÇÃO EM ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
TUTORA: ANA LÚCIA
ALUNA: Maria Cleide Ribeiro de Oliveira

O TEXTO “O MODELO DOS MODELOS” DO AUTOR ÍTALO CALVINO
ESTABELECENDO RELAÇÕES COM O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE)

Refletindo a cerca do texto “O modelo dos modelos”, o senhor Palomar queria construir um modelo na mente, o mais perfeito, um modelo padronizado, logo ele percebeu que não seria possível, e aos poucos foi modificando.
 As Políticas públicas tentam construir um “modelo de inclusão” de incluir alunos com deficiência, na escola, mudar sua perspectiva de mundo, ajudar aos professores a repensarem seu papel e contribuir para a construção de uma nova geração, aquela que sabe que entre as diferenças, todos somos iguais.

A sociedade atual não observa o outro, o diferente, o estranho, enfim, não respeita a diversidade, cria estereótipos que nos levam a preconceitos e descriminação. A sociedade é formada por uma grande variedade, e a inclusão depende de mudanças de valores, reflexões dos professores, direção, pais, alunos e comunidade, e não é tão simples é necessário propor e desenvolver ações que venham modificar e orientar as formas de pensar na própria inclusão.

 De acordo com (MANTOAN, 2003, P.56), as mudanças muitas vezes assustam, mas devem acontecer. Inovar não tem necessariamente o sentido do inusitado. As grandes inovações são muitas vezes a concretização do óbvio, do simples, do que é possível fazer, mas que precisa ser desvelado, para que possa ser compreendido por todos e aceito sem muitas resistências.

 As Salas de Recursos Multifuncionais estão chegando  nas escolas para promover as condições de acesso, participação e aprendizagem,  eliminando as barreiras que impedem a plena participação do estudantes público alvo da educação especial no ensino regular, possibilitando a oferta do AEE de forma complementar ou suplementar `a escolarização.  Tendo em vista, que no AEE não existe modelos e nem receita pronta, vamos descobrindo a cada dia, as potencialidades, as habilidades e também as dificuldades, pois cada ser é único. E esse atendimento tem planejamento individualizado onde estão contidos os objetivos, metas e são traçadas as estratégias para o desenvolvimento desse aluno, garantindo também acesso aos conhecimentos escolares, autonomia, permanência na escola e sua participação no processo de aprendizagem junto com os demais alunos.


sábado, 7 de junho de 2014


RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA PARA ALUNOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA ( TEA )

 Pranchas de comunicação - As pranchas de comunicação podem ser construídas utilizando-se objetos ou símbolos, letras, sílabas, palavras, frases ou números. As pranchas são personalizadas e devem considerar as possibilidades cognitivas, visuais e motoras de seu usuário.
Essas pranchas podem estar soltas ou agrupadas em álbuns ou cadernos. O indivíduo vai olhar, apontar ou ter a informação apontada pelo parceiro de comunicação dependendo de sua condição motora.
Recurso de Comunicação Alternativa

As pranchas possibilitam um ambiente rico em símbolos para todos que estão no local e podem ser utilizadas por mais de um usuário de CAA. O professor organiza o ambiente físico da sala de aula e utiliza as pranchas de comunicação para indicar coisa básica como: ir ao banheiro, comer, beber água, um brinquedo específico, sair da sala, etc. Essas devem ser trabalhadas com alunos autista e esse com o tempo poderá se comunicar com a professora e os colegas mostrando o que quer.  (Vygotsky, 1998). Déficits no desenvolvimento da linguagem acarretam déficits em outras áreas do desenvolvimento como cognitivo, emocional e social. Para estas pessoas, sistemas de comunicação alternativa e aumentativa podem ser recursos importantes para a promoção de seu desenvolvimento.

sábado, 19 de abril de 2014



INFORMATIVO

SURDOCEGUEIRA E DEFICIENCIA MÚLTIPLA

A surdocegueira denomina-se aquele que possui dificuldades visuais e auditivas, independentemente da sua quantidade. “Uma pessoa que tenha deficiências visuais e auditivas de grau de tal importância, que esta dupla perda sensorial cause problemas de aprendizagens, de conduta e afete suas possibilidades de trabalho, é denominada surdo cega”. De acordo com Lagati (1995, p.306), a Surdocegueira é uma condição que apresenta outras dificuldades além daquelas causadas pela cegueira e pela surdez. O termo hifenizado indica uma condição que somaria as dificuldades da surdez e da cegueira.  A palavra em hífen indicaria uma diferença uma condição única e o impacto da perda dupla é multiplicativo e não aditivo. Por que os termos Surdocegueira, Surdocegos são escrito sem hífen? A partir do ano de 1991, profissionais, familiares e pessoas com surdocegueira se uniram para uma “Ação Afirmativa” do reconhecimento da surdocegueira como uma deficiência única, em virtude de não se beneficiarem dos programas educacionais para pessoas somente com surdez e ou de pessoas com deficiência visual. Essa afirmação ganhou vulto mundial e hoje ela é reconhecida pela ONU conforme Convenção ratificada pelo Brasil, pelos parlamentos: Andino e Europeu bem como nos governos dos: Estados Unidos, Austrália e Canadá. No Brasil desde 2000 ela está sendo reconhecida pelo Ministério da Educação e Ministro da justiça e Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, hoje as Secretarias das pessoas com Deficiência e os Conselhos Estaduais e Municipais também já reconhecem.
Enquanto a Deficiência Múltipla são aquelas pessoas que “ tem mais de uma deficiência associada”. Que “caracteriza o conjunto de duas ou mais deficiências, de ordem física, sensorial, mental emocional ou de comportamento social. No entanto não é o somatório dessas alterações que caracterizam a múltipla deficiência,  mas sim o nível de Desenvolvimento, as possibilidades funcionais, de comunicação, interação social e de aprendizagem que determinam as necessidades educacionais dessas pessoas”. ( MEC – 2006 ).
Segundo Orelove e Sobsey (2000) as pessoas com deficiência múltipla são indivíduos com comprometimentos acentuados no domínio cognitivo, associados a comprometimentos no domínio sensorial (visão ou audição) e que requerem apoio permanente, podendo ainda necessitar de cuidados de saúde específicos.

Quais são as Necessidades Básicas das Pessoas com Surdocegueira e com Deficiência Múltipla? As pessoas com surdocegueira e com deficiência múltipla, que não apresentam graves problemas motores precisam aprender a usar as duas mãos. Isso para servir como tentativa de minorar as eventuais estereotipias motoras e pela necessidade do uso de ambas para o Desenvolvimento de um sistema estruturado de comunicação. Devido as dificuldades fonoarticulatórias, motoras ou mesmo neurológicas, é comum nessas pessoas algum tipo delimitação na comunicação e no processamento e elaboração das informações recolhidas do seu entorno. Isso pode resultar em prejuízos no processo de simbolização das experiências vividas, por acarretar carência de sentido para as mesmas. Mesmo quando a deficiência predominante não é na área intelectual, todo trabalho com o aluno com deficiência múltipla e com surdocegueira implica em constante interação com o meio ambiente. Este processo interacional é prejudicado quando asinformações sensoriais e a organização do esquema corporal são deficitárias. Prever a estimulação e a organização desses meios de interação com o mundo deve fazer parte do plano de AEE.
Como estratégias que são utilizadas para aquisição de comunicação destaco: A comunicação receptiva e a comunicação expressiva, aspectos que são importante para comunicação.
A comunicação receptiva ocorre quando alguém recebe e processa a informação dada através de uma outra fonte. A informação pode ser recebida através de uma outra pessoa, do rádio ou TV, objetos, figuras e uma variedade de outras fontes e formas. No entanto, comunicação receptiva requer que a pessoa que está recebendo a informação forme uma interpretação que seja equivalente com a mensagem de quem enviou tentou passar.
A comunicação expressiva requer que o comunicador (pessoa que comunica) passe a informação para outro indivíduo. Comunicação expressiva pode ser realizada através do uso de objetos, gestos, movimentos corporais, linguagem falada ou escrita, figuras, e muitas outras variações.
A comunicação é a troca de informação entre duas ou mais pessoas.  É uma troca recíproca entre indivíduos que envolvem um padrão natural de dar-e-receber iniciação e resposta.

Referências: Bosco, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010:  A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010).
Folheto FACT 3 – COMMUNICATION / Primavera 2005 - Lousiana Department of Education 1.877.453.2721 State Board of Elementary and Secondary Education



domingo, 9 de março de 2014



Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção de Mirlene Ferreira Macedo Damázio e Josimário de Paulo Ferreira.  Os autores afirmam que:
                                                                                                   
A Nova Política da Educação no Brasil vem tecendo fios direcionais que possibilitam superar uma visão centrada de homem, sociedade, cultura e linguagem de forma fragmentária, certamente, não só neste momento histórico como um modismo, mas que se consolidará numa perspectiva de inclusão de todos, com especial  destaque para as pessoas com deficiência.
Compreendemos que a Política Educacional no Brasil vem se direcionando de maneira tal numa perspectiva de inclusão de todos, dando destaque as pessoas com deficiência, objetivando o conhecimento desse aluno e a sua inclusão social. Espera-se que essa política continue avançando, pois muito há de ser feito por essas pessoas, para que tenham cada vez mas, melhores oportunidades.
Não vemos a pessoa com surdez como deficiente, pois ela não o é, mas tem perda sensorial auditiva, ou seja, possui surdez o que limita biologicamente para essa função perceptiva.  De acordo com esse pensamento as pessoas com surdez não são incapazes, visto que possui outras capacidades que podem ser desenvolvidas para torna-los aptos para a vida.
Para nós, a pessoa com surdez não é estrangeira em seu próprio país, mas usuária de um sistema linguístico com características e status próprios. É importante frisar que a perspectiva inclusiva rompe fronteiras, territórios, quebra preconceitos e procura dar ao ser humano com surdez, amplas possibilidades sociais e educacionais.
Acreditamos que a perspectiva inclusiva rompem-se preconceitos na busca de proporcionar ao aluno com surdez, oportunidades de crescimento social e educacional.
É necessário discutir que, mais do que uma língua, as pessoas com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade perceptiva – cognitivo. Compreendemos que o fracasso do processo educativo das pessoas com surdez é um problema da qualidade das práticas pedagógicas e não um problema somente focado nessa ou naquela língua. Como afirma: ( PIERUCCI 1999 )
A atenção deve estar centrada, primeiramente, no potencial natural que esses seres humanos têm, independente de deficiência, diferença, limites ou mesmo do marcador surdo. Nessas pessoas, se lhes forem criados ambientes propícios para desenvolverem o seu potencial, as marcas do déficit , da falta,  da falha e da deficiência  serão  secundarizadas  e será  executado o seu potencial humano.

Pensamos no AEE, na  perspectiva de que tudo se liga a tudo e que o ato de um professor transformar sua prática pedagógica, conectando teoria e prática, a  sala de aula comum e o AEE, numa visão complementar sustenta-se a base do fazer pedagógico desse atendimento, e contribui com  a interação e a comunicação entre o professor, os colegas e o aluno com surdez na sala de aula comum, em virtude de já ter construído de forma complementar os vários saberes que a classe comum não oferece, garantindo, efetivamente,  a participação do aluno com surdez  na  dinâmica da sala de aula comum.
Essa parte do texto destaca a importância do Atendimento Educacional Especializado para o desenvolvimento do aluno com deficiência na sala de aula comum, contribuindo com a interação e a comunicação entre o aluno com surdez e todos que fazem parte do seu cotidiano escolar, garantindo ao mesmo uma melhor participação do dia – a – dia da sala de aula comum.