Educação Escolar de Pessoas
com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção de Mirlene
Ferreira Macedo Damázio e Josimário de Paulo Ferreira. Os autores afirmam que:
A
Nova Política da Educação no Brasil vem tecendo fios direcionais que possibilitam
superar uma visão centrada de homem, sociedade, cultura e linguagem de forma
fragmentária, certamente, não só neste momento histórico como um modismo, mas
que se consolidará numa perspectiva de inclusão de todos, com especial destaque para as pessoas com deficiência.
Compreendemos
que a Política Educacional no Brasil vem se direcionando de maneira tal numa
perspectiva de inclusão de todos, dando destaque as pessoas com deficiência, objetivando
o conhecimento desse aluno e a sua inclusão social. Espera-se que essa política
continue avançando, pois muito há de ser feito por essas pessoas, para que
tenham cada vez mas, melhores oportunidades.
Não
vemos a pessoa com surdez como deficiente, pois ela não o é, mas tem perda
sensorial auditiva, ou seja, possui surdez o que limita biologicamente para
essa função perceptiva. De acordo com
esse pensamento as pessoas com surdez não são incapazes, visto que possui outras
capacidades que podem ser desenvolvidas para torna-los aptos para a vida.
Para
nós, a pessoa com surdez não é estrangeira em seu próprio país, mas usuária de
um sistema linguístico com características e status próprios. É importante
frisar que a perspectiva inclusiva rompe fronteiras, territórios, quebra
preconceitos e procura dar ao ser humano com surdez, amplas possibilidades
sociais e educacionais.
Acreditamos
que a perspectiva inclusiva rompem-se preconceitos na busca de proporcionar ao
aluno com surdez, oportunidades de crescimento social e educacional.
É
necessário discutir que, mais do que uma língua, as pessoas com surdez precisam
de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a
capacidade perceptiva – cognitivo. Compreendemos que o fracasso do processo
educativo das pessoas com surdez é um problema da qualidade das práticas
pedagógicas e não um problema somente focado nessa ou naquela língua. Como
afirma: ( PIERUCCI 1999 )
A atenção deve estar centrada, primeiramente, no
potencial natural que esses seres humanos têm, independente de deficiência,
diferença, limites ou mesmo do marcador surdo. Nessas pessoas, se lhes forem
criados ambientes propícios para desenvolverem o seu potencial, as marcas do
déficit , da falta, da falha e da
deficiência serão secundarizadas e será
executado o seu potencial humano.
Pensamos
no AEE, na perspectiva de que tudo se
liga a tudo e que o ato de um professor transformar sua prática pedagógica,
conectando teoria e prática, a sala de
aula comum e o AEE, numa visão complementar sustenta-se a base do fazer
pedagógico desse atendimento, e contribui com
a interação e a comunicação entre o professor, os colegas e o aluno com
surdez na sala de aula comum, em virtude de já ter construído de forma
complementar os vários saberes que a classe comum não oferece, garantindo,
efetivamente, a participação do aluno
com surdez na dinâmica da sala de aula comum.
Essa
parte do texto destaca a importância do Atendimento Educacional Especializado
para o desenvolvimento do aluno com deficiência na sala de aula comum,
contribuindo com a interação e a comunicação entre o aluno com surdez e todos
que fazem parte do seu cotidiano escolar, garantindo ao mesmo uma melhor
participação do dia – a – dia da sala de aula comum.
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